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  • Hidrolipoaspiração

    Hidrolipoaspiração

    A hidrolipo tem sido realizada largamente no meio médico. Infelizmente, na maioria das vezes, é tratada como procedimento não cirúrgico, como de menor risco, sendo, inclusive, realizada dentro de consultórios sem o mínimo preparo.

    Qualquer que seja a denominação acima, a cirurgia não deixa de ser uma lipoaspiração convencional, ainda que de menor porte. Deve, portanto, ser realizada por médico com treinamento específico exigido pelo Conselho Federal de Medicina, ou seja, no mínimo com formação em cirurgia geral, para tratamento das possíveis complicações. (Vide Resolução 1.711 do CFM).

    Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), todo e qualquer procedimento de lipoaspiração deve ser realizado por profissional capacitado e habilitado por ela. Por se tratar de um procedimento cirúrgico invasivo, deve ser realizado em ambiente cirúrgico estéril, obedecendo a todos os cuidados de uma lipoaspiração convencional.

    Áreas com pequenos acúmulos de gordura podem ser abordadas com anestesia local mais sedação endovenosa, sempre respeitando a dose máxima preconizada pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA).

    Mesmo se tratando de um procedimento mais rápido, com tempo de recuperação mais curto, a internação é necessária para acompanhamento de todas as possíveis intercorrências inerentes a qualquer procedimento cirúrgico.

    Habitualmente, adotamos somente o ambiente hospitalar para realização destes procedimentos, pois a maioria deles disponibiliza o CTI para suporte, conferindo maior segurança e conforto a pacientes e familiares.

    Se você tem algum depósito de gordura localizada que não desaparece com a prática regular de atividade física, agende uma consulta especializada.

    Dúvidas frequentes

    1) Qual é a diferença entre HLPA, hidrolipo, minilipo, lipo light, lipo fracionada?

    Todos os procedimentos mencionados são tecnicamente iguais à lipoaspiração pequena realizada com anestesia local mais sedação.

    2) Em que casos a HLPA é mais indicada?

    Como é um procedimento realizado com anestesia local, ele é mais indicado para acúmulos de gordura em pequena quantidade ou em áreas muito localizadas.

    3) Quando a lipoaspiração convencional é mais vantajosa?

    Existem situações em que a quantidade de gordura, apesar de pequena, está distribuída em duas ou mais regiões. Nesses casos, quantidades superiores de anestésico local são necessárias, aumentando muito o risco da cirurgia – essas são as situações em que a lipoaspiração convencional é preferível.

    4) Para que regiões a HLPA é mais indicada?

    Região de culotes, papadas no pescoço e todas as áreas com pequeno acúmulo de gordura localizada.

    5) Como a HLPA é realizada?

    Após a antissepsia da região, é feita uma aplicação superficial de pequena quantidade de anestésico, apenas o suficiente para realização de pequenas incisões de 0,5 a 1 centímetro de comprimento. É injetada uma solução anestésica diluída em soro fisiológico em uma quantidade pré-definida para região a ser tratada. Em seguida, são introduzidas cânulas com calibres e formatos específicos, conectadas a seringas ou mangueiras próprias.

    6) A HLPA também deixa cicatrizes?

    Sim, como qualquer procedimento cirúrgico. Porém, elas são posicionadas em pontos camuflados por dobras, sulcos ou em áreas escondidas pela roupa – geralmente nas “marcas” não expostas ao sol.

    7) Que intercorrências são comuns em uma HLA?

    Seroma (acúmulo de líquidos na área operada), edema (inchaço), perda temporária da sensibilidade, dor leve a moderada, equimoses (manchas roxas), hipertrofia e hipercromia da cicatriz, irregularidades de superfície, endurecimento da área lipoaspirada, etc.

    8) Que intercorrências raras podem decorrer de uma HLA?

    Infecções, perfuração intra-abdominal, alergia aos anestésicos ou qualquer medicação, edema pulmonar, tromboembolismo, embolia gordurosa e morte.

    9) Qual é o local mais seguro para realizar uma HLA?

    Segundo a Resolução do CFM n◦ 1.711 de 10 de dezembro de 2003, em seu artigo 5◦ determina que “as cirurgias de lipoaspiração devem ser executadas em salas de cirurgias equipadas para atendimento de intercorrências inerentes a qualquer ato cirúrgico”.

    10) A presença de um anestesista é dispensável?

    A mesma resolução dispõe que o anestesista seja dispensado, desde que o procedimento seja realizado somente com anestesia local, sem sedação. No entanto, recomendo sempre a presença desse profissional que monitora constantemente o paciente com a ajuda de aparelhos adequados.

    11) Quanto tempo depois do procedimento a paciente pode ir para a casa?

    Como se trata de um procedimento cirúrgico recomenda-se que um tempo mínimo de observação ou recuperação aconteça. Este tempo varia de paciente para paciente e está relacionado com a quantidade de “gordura” retirada, volume de drogas anestésicas ministradas e grau de dor apresentado.

    12) É necessário usar cintas modeladoras?

    Sim, por um período mínimo de 30 dias, 24 horas por dia. Depois, mais 30 dias, apenas à noite.

    13) Quanto tempo depois da cirurgia é permitido fazer drenagem linfática?

    A drenagem linfática pode ser iniciada a partir do terceiro dia de pós-operatório com, no mínimo, duas e, no máximo, três sessões por semana, totalizando uma média de 20 sessões.

    14) O que pode ser feito antes da cirurgia para minimizar os riscos?

    Seguir estritamente a Indicação, ou seja, tratar apenas gordura localizada, atingir o peso próximo do ideal, realizar o controle de doenças prévias, fazer um exame de risco cirúrgico bem feito e certificar-se de que os exames laboratoriais e de imagem (ultrassonografia da parede e intra-abdominal) estão normais.

    15) O que pode ser feito para minimizar os riscos durante a cirurgia?

    Realizar o procedimento em bloco cirúrgico estéril, contar com a presença constante de um anestesista bem treinado e familiarizado com o procedimento, realizar monitoração cardiorrespiratória permanente, além da técnica apurada do cirurgião e assistente.

    16) O pós-operatório da HLA é muito doloroso?

    Não. Na verdade, algumas áreas como o dorso e a região sacral incomodam mais. O desconforto maior acontece nos primeiros três dias. Analgésicos comuns conseguem controlar o quadro de dor na maioria dos casos. A dor equivale à dor de um dia de ginástica forçada, com fadiga muscular.

    17) Quanto tempo depois da cirurgia o resultado já pode ser considerado definitivo?

    O resultado mais definido pode ser observado, em média, 12 a 18 meses após o procedimento. Após seis meses, espera-se que 90% do inchaço já tenha sido reabsorvido.

    18) O que pode interferir no resultado?

    Desobediência às recomendações médicas, sedentarismo, ganho de peso, dieta irregular e hipercalórica, alterações hormonais (hipotireoidismo, diabetes, etc.), idade avançada, genética desfavorável, entre outros.

    19) A hidrolipo elimina celulite? E estrias?

    Nenhuma cirurgia de lipoaspiração deve ser indicada para correção da celulite ou estrias. Conforme o volume lipoaspirado, o procedimento pode até dar mais visibilidade a essas imperfeições.

    20) A hidrolipo pode tornar a celulite visível ou aparente?

    É comum, após a lipoaspiração, uma maior visualização da celulite preexistente. A redução do volume de gordura profunda pode acentuar esse efeito, principalmente nas coxas. A associação à drenagens linfáticas, atividade física e reeducação alimentar pode minimizar esse efeito, no pré e no pós-operatório.

    Recomendações pré-operatórias

    1. Obedeça às instruções dadas para o dia da cirurgia.
    2. Comunique à equipe médica qualquer anormalidade que eventualmente ocorra quanto ao seu estado geral.
    3. Evite bebidas alcoólicas ou refeições muito pesadas na véspera da cirurgia.
    4. Evite ingerir medicamentos a base de ácido acetilsalicílico e fórmulas para emagrecer até 10 dias antes da cirurgia.
    5. Compareça em jejum absoluto de no mínimo 8 horas e não traga objetos de valor para o hospital.
    6. Dirija-se ao local da cirurgia com um acompanhante.
    7. Evite usar brincos, anéis, alianças, piercings, esmaltes coloridos nas unhas, etc.
    8. Leve todos os exames, inclusive o de risco cirúrgico, com termo de autorização para cirurgia e a declaração de recebimento dos termos devidamente assinados no dia da cirurgia.

    Recomendações pós-operatórias

    1. Evite esforços no dia da cirurgia, inclusive caminhadas longas ou subir escadas.
    2. Não permaneça deitada ou sentada por períodos prolongados. Levante e movimente-se em casa, mas evite grandes esforços.
    3. Caso fique sentada, procure não criar dobras sobre a região abdominal. O ângulo de inclinação ideal é o de 120 graus.
    4. Não se exponha ao sol com intuito de se bronzear por um período de 90 dias. Se for inevitável, use bloqueador solar.
    5. Obedeça à prescrição médica. Aplique a medicação anticoagulante em dias consecutivos com intervalo de 24 horas. Use os cremes corporais e cicatriciais diariamente.
    6. Volte ao consultório para os curativos subsequentes, nos dias e horários estipulados.
    7. Alimentação deve ser normal, salvo em casos especiais. Recomenda-se uma dieta hiperproteica, a base de carnes brancas, associada à ingestão de frutas, legumes, verduras, gelatina.
    8. Beba bastante líquido no pós-operatório – no mínimo, 300ml por hora.
    9. Não faça dieta ou regime de emagrecimento até a liberação médica. A antecipação desta conduta por conta própria, poderá acarretar conseqüências de difícil reversão.