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  • Correção de ginecomastia

    Correção de ginecomastia

    Esta condição ocorre fisiologicamente em algumas fases da vida, como nos recém-nascidos, em decorrência da absorção do hormônio materno; na puberdade, consequência da produção de um hormônio endógeno; e na velhice, quando é causada por ganho ou perda de peso. Está presente em 67% dos recém nascidos, 66% dos meninos adolescentes, em 30% dos homens de meia idade e em 60% dos idosos.

    Determinadas patologias podem estar associadas à ginecomastia. Entre elas, a cirrose, má-nutrição, hipogonadismo, síndrome de Klinefelter, neoplasias (tumores testiculares, adrenais, pulmonares e hipofisários), doenças renais, hiper ou hipotireoidismo, uso de  estrógenos, cimetidina, maconha, diazepam, espironolactona, digoxina, reserpina, teofilina, entre outros. Uma investigação clínica cuidadosa deve acompanhar o tratamento, afastando todas as possibilidades mencionadas.

    Geralmente, as pessoas que mais procuram a ginecomastia, são adolescentes que apresentam algum grau de constrangimento em expor o tórax, seja em público ou frente à parceira sexual.

    Habitualmente, a ginecomastia é classificada em 4 níveis: I, IIA, IIB e III. O nível determina a técnica cirúrgica a ser utilizada. Por isso, a cirurgia pode deixar desde uma cicatriz mínima, em meia-lua abaixo da aréola, até uma cicatriz em T invertida e peri areolar.

    É comum também a existência de acúmulo de gordura na região torácica, ao redor da glândula mamária. A associação de uma lipoaspiração pode ser útil nestes casos para evitar a incidência de mamilos deprimidos – defeito comum quando não se observa tal acúmulo.

    Apesar da simplicidade do procedimento, é norma do nosso serviço executar este tipo de cirurgia apenas em ambiente hospitalar, pois a maioria deles dispõe de CTI.

    Se você apresenta alguma das queixas acima, agende uma consulta especializada.

     

    Dúvidas frequentes

    1) Existe ginecomastia de um lado só?

    Sim. Na maioria das vezes a ginecomastia ocorre bilateralmente, mas nada impede que ela ocorra só de um lado.

    2) Em que condições normais essa patologia ocorre?

    Essa condição ocorre fisiologicamente em algumas fases da vida, como no recém-nascido em decorrência do hormônio materno, na puberdade, causada por um hormônio endógeno e, na velhice, quando costuma ser ocasionada por ganho ou perda de peso. Está presente em 67% dos recém nascidos, 64% meninos adolescentes, 30% dos homens de meia idade e 60% idosos.

    3) Em que condições patológicas essa patologia pode ocorrer?

    Pode estar associada à cirrose, má-nutrição, hipogonadismo, síndrome de Klinefelter, neoplasias como tumores testiculares, adrenais, pulmonares e hipofisários, doenças renais, hiper ou hipotireoidismo; uso de estrógenos, cimetidina, maconha, diazepam, espironolactona, digoxina, reserpina, teofilina, entre outros.

    4) Em que casos a cirurgia corretiva é indicada?

    O procedimento é indicado para adolescentes que apresentam aumento que persiste durante pelo menos 18 meses, pacientes sintomáticos, pacientes com risco para carcinoma – por exemplo, na Síndrome de Klinefelter –, pós-obesos que experimentaram perda de volume e elasticidade da pele e em casos em que a ginecomastia é antiga e ocasionou fibrose.

    5) Qual é a melhor época para operar?

    Quando a ginecomastia é considerada antiga, geralmente, com dois anos de evolução sem regressão espontânea ou quando existe a suspeita de câncer de mama.

    6) A cirurgia de ginecomastia deixa cicatriz?

    Sim. A cicatriz depende da técnica utilizada. Pode ocorrer desde uma cicatriz mínima em forma de meia-lua abaixo da aréola, até uma cicatriz em “T” invertida ou periareolar.

    7) Que tipo de anestesia é recomendado?

    A cirurgia pode ser feita com anestesia local com sedação, peridural com sedação ou anestesia geral. Depende tanto da sensibilidade do paciente, quanto da dificuldade e complexidade do procedimento.

    8) Quanto tempo dura a internação?

    Em geral, a alta ocorre no mesmo dia. Caso as condições clínicas não permitam, o paciente pode receber alta no dia seguinte.

    9) Como a cirurgia é realizada?

    Nos casos mais simples, ocorre apenas a retirada de parte da glândula mamária. Em casos mais complexos podem ocorrer, além da retirada de parte da glândula, lipoaspiração torácica e ressecção do excedente de pele com reposicionamento da aréola em nível superior.

    10) Quanto tempo dura o ato cirúrgico?

    Uma cirurgia de ginecomastia bilateral dura, em média, 90 minutos. A associação de outras técnicas pode estender o procedimento em até quatro horas.

    11) Há riscos nessa operação?

    Desde que realizada dentro de critérios técnicos, raramente a cirurgia de ginecomastia traz complicações sérias. O preparo do paciente no pré-operatório com emagrecimento e o controle de patologias pré-existentes como hipertensão e diabetes, por exemplo, contribuem para diminuir este risco.

    12) O pós-operatório é doloroso?

    Geralmente, não. Quando há dor, a administração de analgésicos habituais é capaz de minimizá-la.

    13) Como é o curativo?

    Uma gaze é aplicada sobre a cicatriz sob uma malha modeladora torácica.

    14) Quanto tempo depois da cirurgia os pontos são retirados? Dói?

    Entre 10 a 15 dias. Não existe dor na retirada.

    15) Quando o resultado final já pode ser percebido?

    Somente após 18 meses o resultado poderá ser considerado definitivo. Após 16 meses o edema (inchaço) da região já regrediu completamente.

    16) Quais são as intercorrências mais comuns em uma cirurgia de ginecomastia?

    Presença de inchaço (edema), equimoses (manchas roxas), drenagem de secreção sanguínea clara pela cicatriz, perda da sensibilidade transitória, depressão discreta atrás da aréola, assimetria discreta, entre outras.

    17) Que intercorrências raras podem decorrer desse procedimento?

    Hematoma (acúmulo de sangue), seroma (acúmulo de líquido nas mamas), infecção na região dos pontos, reação alérgica ao material do fio cirúrgico (reação de corpo estranho), necrose (perda ou morte da pele), dor persistente, etc.

    18) Existe risco de reincidência após a cirurgia?

    Sim. Nada impede que o adolescente pós-operado readquira o acúmulo de tecido gorduroso – e não glândula – na fase madura.  Na idade avançada, inclusive, pode ocorrer flacidez de pele e, assim, a necessidade de uma nova cirurgia.

    19) As mamas ficam simétricas, perfeitamente iguais?

    Não. É natural e esperado que ocorra uma discreta assimetria entre elas. Em primeiro lugar, porque em todos nós já existe uma assimetria, em maior ou em menor grau. Depois, porque as mesmas já eram assimétricas antes da cirurgia.

    20) Que situações podem interferir no resultado cirúrgico?

    Desobediência às recomendações médicas, sedentarismo, ganho de peso, dieta irregular, alterações hormonais como hipotireoidismo e diabetes, determinados medicamentos como esteróides e diazepan, idade avançada, tabagismo, genética desfavorável, flacidez de pele aumentada, grande número de estrias, o tempo, entre outros.

    Recomendações pré-operatórias

    1. Em caso de gripe ou resfriado , comunique até dois dias antes da cirurgia.
    2. Compareça ao hospital indicado em jejum absoluto de no mínimo 8 horas obedecendo ao horário de internação.
    3. Evite a ingestão de bebidas alcoólicas e alimentação copiosa no dia anterior a cirurgia.
    4. Evite todo e qualquer medicamento para emagrecer, antidepressivos, medicamentos a base de ácido acetilsalicílico, entre outros, por um período de 10 dias antes do ato cirúrgico.
    5. Programe suas atividades sociais, domésticas ou escolares, de modo a não se tornar indispensável a terceiros, por um período de aproximadamente 2 semanas.
    6. Leve todos os exames, inclusive o de risco cirúrgico, com termo de autorização para cirurgia e a declaração de recebimento dos termos devidamente assinados no dia da cirurgia.

    Recomendações pós-operatórias

      1. Evite esforços por 30 dias. Caminhadas longas somente são permitidas após 30 dias. Ginástica, após 60 dias.
      2. Retire os curativos no segundo dia e tome um banho completo.
      3. Evite alimentos ricos em carboidratos e lipídios. Dê preferência a frutas, legumes e verduras.
      4. Utilize o modelador torácico por 30 dias, durante 24h, retirando-o apenas para o banho. Nos 30 dias subseqüentes, utilize-o somente à noite.
      5. Inicie a drenagem linfática manual após sete dias.
      6. Provavelmente você esará se sentindo muito bem, a ponto de esquecer-se que foi operado recentemente. Cuidado! A euforia poderá levar você a um esforço inoportuno, o que poderá ocasionar certos transtornos.
      7. Não se preocupe com as formas intermediárias nas diversas fases. Tire suas dúvidas com a nossa equipe.