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  • Entenda o potencial da cirurgia plástica reconstrutora

    Entenda o potencial da cirurgia plástica reconstrutora

    Cirurgia plástica reconstrutora é o procedimento que visa corrigir um defeito funcional e/ou estético associado. Pode ser indicada em caso de acidentes, deformidades e após a recuperação de cânceres.

    A correção de deformidades permite a ressocialização e reintegração destas pessoas à sociedade, e, em consequência, restaura a possibilidade de se sentirem confortáveis para encontrarem os seus pares.

    As deformidades funcionais que devem sofrer uma cirurgia plástica reconstrutora podem assim ser classificadas:

    A) Congênitas (adquiridas ao nascimento):

    Exemplos:

    lábio leporino (fenda labial, fissura lábio palatal);

    nevo gigante congênito;

    síndromes craniofaciais;

    má formação de membros ou partes do corpo humano.

    B) Adquiridas

    B.1) Pós traumas ou acidentes

    fraturas de face (nasal, órbita, mandíbula, maxila, etc.);

    perdas de substância — mordedura de animais, acidente automobilístico, acidente do trabalho, etc.; queimaduras de I/II e III graus.

    B.2) Adquiridas por doenças

    câncer de pele (melanoma, carcinoma basocelular/ espinocelular, sarcoma, etc.);

    câncer de Mama, tumores de pele ou partes moles diversos (hemangioma, fibroma, lipoma), etc;

    B.3) Adquiridas pós cirúrgicas:

    cicatrizes patológicas (quelóides, cicatriz hipertrófica, deprimida, alargada, retraída, hipercrômica, hipocrômica);

    sequelas pós-cirúrgicas (flacidez de pele pós gastroplastia, linfedema pós mastectomia);

    processos infecciosos, necrose — morte — tecidual, etc.

    O arsenal cirúrgico terapêutico é bastante vasto. As possibilidades de cirurgia plástica reconstrutora variam de acordo com a localização, extensão, tipo de deformidade, mecanismo que originou, resposta terapêutica específica, co-morbidades, entre outros. Recomenda-se buscar primeiramente soluções mais simples e, dependendo da resposta, aprofundar-se em soluções mais complexas e difíceis.

    Dúvidas frequentes

    1) Em que casos a cirurgia plástica reconstrutora é indicada?

    Quando há patologias adquiridas como traumas, queimaduras, câncer ou tumores de pele ou mama, seqüelas cirúrgicas, perdas de tecidos, e outras; ou congênitas tais como a ausência total ou parcial de uma estrutura, má formação, etc.

    2) A cirurgia reconstrutora é indissociável da estética?

    Sim. Todo procedimento dito reconstrutor absorve refinamentos estéticos. Assim como todo procedimento dito estético absorve táticas e conhecimentos anatômicos aplicados a cirurgia reparadora.

    3) Por que existem as denominações “estética” e “reparadora”?

    Apenas para fins didáticos de ensinamentos. A Cirurgia Plástica, como um todo, é indivisível. Nenhuma cirurgia plástica é eminentemente estética ou reparadora. O que existem são cirurgias plásticas com predominância ora de caráter reparador, ora de caráter estético. Os dois estão sempre presentes em qualquer cirurgia plástica.

    A cirurgia plástica reconstrutora tem protocolos especiais em tratamentos após o câncer. Conheça alguns quadros e seus tratamentos abaixo:

    I) RECONSTRUÇÃO PÓS RESSECÇÃO DE CÂNCER DE PELE

    O câncer de pele é o câncer mais frequente entre homens e mulheres. Manifestam-se de diversas formas. Cada tipo irá produzir um tipo de prognóstico, um tipo de tratamento.

    Muitas vezes, na dúvida, uma BIÓPSIA EXCISIONAL (retirada de toda lesão) ou BIÓPSIA INCISIONAL (retirada de fragmentos da lesão), é necessária para se determinar o tamanho da ampliação das margens de ressecção. Outras vezes um exame de DERMATOSCOPIA é determinante na escolha do melhor tratamento.

    a) Carcinoma Basocelular (CBC)

    É o câncer de pele mais prevalente. Cresce na chamada “camada basal” da epiderme. Acomete qualquer área do corpo, mas principalmente as áreas expostas ao sol. Não dá metástases, e apresenta um crescimento lento por contiguidade das estruturas vizinhas. Geralmente há uma história de exposição solar cumulativa. Em outros casos, além da exposição solar, há outros fatores que desencadeiam o surgimento da doença.

    b) Carcinoma Espinocelular (CEC)

    É o segundo tipo mais comum de câncer de pele. Ele cresce como um processo de diferenciação das células escamosas da camada superficial. Desenvolve-se em qualquer área do corpo, mas principalmente em áreas expostas ao sol (orelhas, face, couro cabeludo, pescoço, etc.). Ocorre duas vezes a mais em homens do que em mulheres. Além do sol, ocorrem também na presença de Feridas Crônicas (Úlcera de Marjolin), pacientes transplantados usuários de drogas imunossupressoras e radiação, entre outras.

    c) Melanoma

    É o menos frequente e o mais temido câncer de pele. É o câncer de pele de pior prognóstico. Surge a partir de Melanócitos (células produtoras de melanina). Quando feito diagnóstico precoce, tem chances de cura de 90%. Geralmente há história de exposição solar pouco frequente, de forma aguda, em uma pessoa de pele muito branca (fototipo I e II). A medida que crescem para dentro da pele, aumentam as chances de metástases. O caráter hereditário desempenha um papel fundamental na história do Melanoma.

    Cada tipo de câncer exige um tipo de cirurgia plástica reconstrutora, uma ressecção, com um tamanho de margem de segurança. O tamanho do defeito deve ser reparado obedecendo os princípios básicos de conhecimento histológico e anatômico, sempre pensando na manutenção da função, com o mínimo prejuízo estético. A reconstrução pode ser desde o fechamento simples da pele, até a confecção de retalhos compostos à distância, em várias etapas.

    II) RECONSTRUÇÃO DE MAMA PÓS MASTECTOMIA POR CÂNCER

    O Câncer de Mama caracteriza-se pele proliferação anormal das células do tecido mamário. Cerca de 5 a 10% da doença se desenvolve em decorrência de alterações genéticas (BRCA-I positivo); 90% ocorre na ausência de fatores hereditários.

    O comportamento benigno ou maligno dos tumores da mama é que vai determinar o tipo de conduta no tratamento. O Câncer de mama é uma diferenciação maligna do tecido mamário, mais comumente nas células do epitélio que reveste a camada mais interna do ducto mamário.

    Raramente, este câncer se desenvolve do tecido gorduroso ou fibroso da mama. Quando a causa é genética, estas células sofrem mutações em decorrência da exposição a hormônios (estrógeno), irradiação da parede torácica, excesso de peso, sedentarismo, excesso de ingestão de gordura saturada e álcool.

    Existem vários tipos de câncer de mama. Da mesma forma, existem várias técnicas de Mastectomia (Remoção do Câncer de Mama). O Cirurgião Plástico planeja a reconstrução mamária de acordo com o remanescente de tecido, ou seja, o que resta da mama.

    Conheça algumas técnicas de reconstrução mamária:

    a) Com prótese de silicone

    Pode ser utilizada de duas formas. A primeira de forma isolada, sem a associação de qualquer retalho (envelope cutâneo preservado). A segunda forma utiliza-se retalhos musculares (Músculo Grande Dorsal), associação com Expansores de Tecido e, posteriormente, inclusão de uma prótese definitiva. Outra forma também utilizada são próteses de “duplo lumen”, ou seja, preenchidas com gel de silicone e soro fisiológico.

    b) Com tecido do próprio organismo

    A transferência de tecido para preencher a mama pode ocorrer com retalhos locais (tecido adjacente ao defeito; Exemplo: Retalhos Axilares ou da própria mama), Retalho Pediculado à distância (TRAM – Retalho Transverso do Músculo Reto Abdominal) e os Retalho Micro Vascularizado (Glúteo Máximo, Abdominal etc.).

    Este conteúdo é apenas para fins informativos. Não se destina a representar técnica cirúrgica real ou resultados. A informação não se destina a ser um substituto para a consulta médica profissional, diagnóstico, tratamento ou cuidado de pós-operatório. Procure sempre o aconselhamento de um profissional médico capacitado e Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).